JARDIM SOLTA O VERBO! Técnico do Fla explode contra arbitragem: ‘É fácil dar vermelho ao Flamengo’

Derrota amarga no Maraca e o mister Leonardo Jardim não se calou! Ele detonou o critério da arbitragem na expulsão de Carrascal. A Nação precisa ouvir isso!

Derrota com gosto de injustiça no Maraca

A Nação Rubro-Negra saiu do Maracanã com o coração apertado. A derrota por 3 a 0 para o Palmeiras neste sábado (23) dói, como toda derrota dói. Mas o que realmente deixou um gosto amargo na boca de cada torcedor foi a sensação de que, mais uma vez, o Flamengo foi operado em campo. E quem botou a boca no trombone para defender o Manto Sagrado foi o nosso comandante, Leonardo Jardim.

Em uma coletiva de imprensa incendiária, o técnico português não mediu palavras para expressar sua revolta com a arbitragem. O lance capital, a expulsão de Carrascal aos 21 minutos do primeiro tempo, foi o estopim para um desabafo necessário e que ecoa o sentimento de toda a torcida do Mais Querido.

“É muito fácil dar vermelho ao Flamengo”

Essa foi a frase que resumiu tudo. Com um riso irônico, Leonardo Jardim escancarou o que a gente já percebe há tempos. O critério da arbitragem parece mudar quando o Flamengo está em campo. O mister diferenciou o lance do nosso colombiano, classificando-o como pé alto, e não como uma jogada agressiva.

“Uma coisa é jogo agressivo, outra coisa é pé alto. Acredito que foi mais pé alto do que jogo agressivo. Pé alto normalmente é cartão amarelo”, afirmou Jardim, mostrando conhecimento e indignação. Ele foi além e citou um exemplo claro da dualidade de critérios: “Por exemplo, aqui no jogo do ano passado, entre Internacional e Palmeiras, houve um lance de pé alto do Palmeiras e o árbitro também não expulsou”.

Publicidade

A revolta do técnico é a nossa revolta. “Não entendo os critérios. O que percebo é que, contra o Flamengo, é fácil dar vermelho”, desabafou. Ele ainda lembrou de uma pancada que Jorginho levou aos 30 segundos de jogo, que o árbitro simplesmente ignorou. É esse tipo de coisa que tira qualquer um do sério.

Com um a menos, a missão era impossível

Jogar com dez homens desde os 21 minutos do primeiro tempo contra um time como o Palmeiras, no Maracanã, condiciona qualquer partida. Jardim fez questão de ressaltar como a expulsão de Carrascal mudou completamente o cenário e tornou injusto qualquer tipo de análise sobre o sistema defensivo.

“A expulsão foi uma situação que condicionou o jogo e todos os nervos”, explicou o treinador. Ele defendeu a postura do time, que mesmo em desvantagem numérica, não se acovardou. “Mesmo jogando com dez, acho que ainda tivemos algum volume superior ao adversário. Antes dos 20 minutos, o adversário não passou do meio-campo”.

Para o mister, é “mau tom” avaliar a defesa nessas circunstâncias. “Depois estávamos perdendo e tínhamos que arriscar. O adversário joga muito no contra-ataque. Podemos falar de erros, mas falar do sistema defensivo é difícil fazer análises sérias”, completou, com toda a razão. A Nação que estava no estádio viu um time que lutou até o fim, mesmo com as adversidades impostas.

Publicidade

Desgaste, dor e superação: a situação dos nossos guerreiros

Além da arbitragem, Jardim também abriu o jogo sobre a situação física de alguns atletas. Ele explicou por que Plata, por exemplo, não foi titular e entrou apenas em uma “situação de necessidade”. O jogador ainda sentia dores ao chutar a bola, tendo feito seu primeiro treino completo apenas na véspera.

“Se não fosse a necessidade, eu nem sequer iria utilizá-lo. Porque somente ontem é que ele esteve presente no treino. Na abordagem que tive com ele, ele ainda sentia dor”, revelou o técnico, mostrando responsabilidade com a saúde do atleta.

O cansaço também foi um fator brutal. Jardim mencionou que jogadores como Paquetá e Jorginho estavam exaustos. Pedro chegou a ter cãibras. A intensidade de pressionar o adversário mesmo com um a menos cobrou seu preço. “Nossos laterais estavam cansados”, admitiu, justificando as entradas de Alex Sandro e Varela como opções para trazer jogadores “frescos” para a batalha.

Confiança no gol e o futuro de Andrew

Questionado sobre a situação dos goleiros, Leonardo Jardim foi claro. Ele reafirmou sua confiança em Rossi, apesar do resultado adverso, e falou sobre o jovem Andrew, que veio do futebol português.

Publicidade

“Infelizmente não tive a possibilidade de ver o Andrew em jogos, somente nos jogos do Carioca que vi pelos vídeos, mas com certeza é um jovem que fez um bom percurso em Portugal”, comentou. O mister deixou claro que pretende dar uma oportunidade ao garoto, mas sem queimar o titular: “Nós acreditamos nele, é uma questão de oportunidade. Quero criar uma oportunidade para o Andrew, mas não quero afastar o Rossi. Continuo acreditando que o Rossi é nosso goleleiro”.

É isso que queremos, Nação. Um técnico que nos defende, que luta por nós e que é transparente. A derrota foi dura, mas a postura de Leonardo Jardim nos dá a certeza de que temos um comandante que entende a grandeza do Flamengo e não vai se curvar para o sistema. SRN!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.