ATOR REVELA LOUCURAS PELO MENGÃO: Thiago Lacerda apanhou da polícia e foi barrado no Peru por amor ao Fla!

Isso é ser Flamengo! O ator Thiago Lacerda conta as histórias mais insanas que já viveu para ver o Mengão ser campeão. É de arrepiar, Nação!

O que você faria pelo Flamengo? Ator global conta tudo!

Nação, se tem uma coisa que nos une é a paixão incondicional pelo Manto Sagrado. A gente faz loucura, chora, grita, viaja e move o mundo para estar ao lado do Mengão. E quando a gente pensa que já viu de tudo, aparece um rubro-negro como a gente, que por acaso também é um dos maiores atores do Brasil, para provar que esse amor não tem limites. Sim, estamos falando de Thiago Lacerda, que abriu o coração e contou as histórias mais insanas que já viveu para ver o Flamengo ser campeão.

Em participação no programa ‘Resenha’, da ESPN, que vai ao ar nesta sexta-feira (22), às 22h, o ator revelou perrengues que fariam qualquer torcedor se identificar. De apanhar da polícia no Maraca a inventar uma história de cinema para entrar no Peru, Lacerda mostrou que tem sangue rubro-negro correndo nas veias. Prepara o coração, porque essas histórias são a mais pura tradução do que é ser Flamengo!

O HEXA DE 2009: PORRADA, CORRERIA E O GOL DO TÍTULO

A primeira saga nos leva de volta a um dia mágico: 6 de dezembro de 2009. O Maracanã era um caldeirão. O Mengão, liderado pelo gênio Petkovic e pelo Imperador Adriano, precisava de uma vitória contra o Grêmio para quebrar um jejum de 17 anos e conquistar o Campeonato Brasileiro. E Thiago Lacerda, claro, não poderia estar em outro lugar.

O problema é que o destino resolveu testar sua paixão. Com ingresso na mão, ele aceitou jogar uma partida preliminar beneficente no mesmo dia. “Joguei, tomo um banho correndo no vestiário, sai, encontrei um cara de crachá da Sudeste. Perguntei como eu chegava no Belini por dentro, ele disse que eu tinha que sair. E olhava para fora, era um mar de Rubro-Negro”, contou o ator.

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O desespero bateu. Sair significava enfrentar uma fila que dava a volta no Maracanã e, provavelmente, perder o jogo da vida. “Falei: ‘meu irmão, não faz isso comigo, eu estou com o ingresso, joguei o primeiro tempo. Se eu sair, eu perco o jogo'”, implorou ele. Mas não teve jeito. Do lado de fora, a realidade era assustadora.

Foi aí que a genialidade (ou o desespero) de torcedor falou mais alto. “Quando eu estou apavorado no meio da praça, vejo que estoura uma porradaria com a torcida e a polícia, cavalo, cachorro, cacetete, spray de pimenta. Pensei, pronto, é minha deixa. Sai correndo e o cavalo vindo atrás, quando a polícia chegou perto, eu furei a fila e entrei”, relatou Lacerda.

A ousadia, porém, teve um preço. “Quando aconteceu isso, senti uma mão no meu cangote, e o cara me puxa, e me deu uma, duas… na nona, ele decidiu olhar para mim, ele largou a borracha, ai ele falou: ‘seu Thiago’. Imagina o cara fardado, congelado, batendo num cara que ele conhece”, continuou o ator, descrevendo a cena surreal. O policial, chocado, parou o castigo. A galera na grade, que viu tudo, se comoveu. “Ficaram com pena. Me acolheram”, disse. Mesmo com a perna ‘deste tamanho’, ele viu o Grêmio abrir o placar e pensou ‘não é possível’. Mas no final, veio a redenção: o gol de Angelim e o título do Hexa. A dor? Virou só mais uma cicatriz de guerra de um torcedor apaixonado.

LIMA 2019: UMA MENTIRA ‘DO BEM’ PELA GLÓRIA ETERNA

Dez anos depois, a história se repetiu. Outra final, outra loucura. Desta vez, o palco era Lima, no Peru, para a final da CONMEBOL Libertadores contra o River Plate. Uma viagem de última hora, movida pela paixão, quase terminou em desastre na imigração.

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“Chego eu no Peru, foi meio de improviso, falaram que não precisava de passaporte para entrar, que um documento com foto resolvia. Fui com a CNH. Quando chego na imigração, a mulher olhou, falou que eu não poderia entrar”, lembrou. A um dia da final, o sonho parecia ter acabado na burocracia.

Foi então que o ator entrou em cena. Thiago Lacerda usou seu maior talento para uma causa nobre: ver o Mengão em campo. “Comecei a falar que eu precisava entrar, inventei uma história, tão triste, me emocionei, porque de fato não ia entrar… Comecei a contar uma história do tio do meu pai, que eu tinha prometido… eu sei que apavorei tanto a mulher, que a policial se levanta, pega no meu braço e falou: ‘um momentito'”, revelou.

Levado para uma salinha, chorando em um ‘espanhol horroroso’, ele recebeu a notícia que mudaria o destino da final. A oficial peruana, talvez tocada pela atuação ou pelo espírito do futebol, decretou: “O senhor vai entrar no Peru, mas para qualquer efeito, o senhor perdeu seu documento em Lima”.

A ANGÚSTIA E O ÊXTASE DA NAÇÃO EM CAMPO

Com a benção da imigração peruana, Thiago Lacerda foi para o estádio e viveu a angústia e o êxtase que só a Nação Rubro-Negra conheceu naquele dia. Ele mesmo admite que o time não jogou bem, principalmente no primeiro tempo. “Foi angustiante, sofri muito”, confessou.

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O segundo tempo trouxe mais agonia, com chances claras perdidas por Arrascaeta, Everton e o próprio Gabriel. “Pensei, cara, não vai entrar”. Mas entrou. O primeiro gol de Gabigol foi uma libertação. “Ninguém no estádio achava que o Flamengo faria aquele gol naquele momento”. E o segundo… bom, o segundo foi a história sendo escrita diante de seus olhos.

No fim, a fé de Lacerda se provou justificada, com um toque de superstição que todo torcedor entende. “Eu desconfio que o Flamengo só ganhou porque eu consegui passar”, brincou. “Foi uma das maiores alegrias que tive com o Flamengo.”

Essas histórias mostram que, seja no Maracanã ou em Lima, seja anônimo ou famoso, todo rubro-negro carrega dentro de si uma dose de loucura e uma paixão que não se mede. E você, Nação? Qual foi o maior perrengue que já passou pelo Mais Querido? Conta pra gente! SRN!

Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.