Um ponto com sabor de frustração
A Nação Rubro-Negra foi do céu ao inferno na noite deste domingo (17). Em um jogo duríssimo na Arena da Baixada, o Mengão buscou um empate por 1 a 1 contra o Athletico, pela 16ª rodada do Brasileirão. O ponto fora de casa é importante, claro, mas o sentimento que fica é de pura frustração por uma falha que não pode acontecer em um time como o nosso. De um lado, Pedro, o artilheiro, mostrando por que é matador e mandando um recado claro para Carlo Ancelotti, que estava de olho no estádio. Do outro, o goleiro Rossi, que, pelo segundo jogo seguido, entregou um gol de bandeja para o adversário.
O resultado nos mantém na segunda posição, com a mesma diferença de quatro pontos para o líder Palmeiras, que também tropeçou na rodada. Poderia ser pior, mas com a grandeza do Flamengo, a gente sempre quer mais. O Athletico, com o ponto somado, chega aos 24 e fica na quinta colocação.
Rossi, até quando? A falha que irritou a Nação
Não dá pra começar a análise do jogo sem falar do lance que definiu o primeiro tempo. Aos 10 minutos, o Athletico, que já pressionava, achou um verdadeiro “presente”. Em um chute de Mendoza, nosso goleiro Rossi falhou de forma inacreditável. Uma bola defensável que morreu no fundo da nossa rede. É a segunda falha seguida, Nação! No meio da semana, um erro parecido nos custou a eliminação na Copa do Brasil. É inaceitável!
A torcida explodiu de raiva, e com razão. Um goleiro do Flamengo não pode vacilar assim. A falha desestabilizou o time, que ficou acuado e viu o adversário se fechar completamente, apostando nos contra-ataques. Faltou criatividade e força para a equipe do técnico Jardim buscar o empate ainda na primeira etapa.
Pedro: o nome dele é GOL!
Se de um lado tivemos uma decepção, do outro tivemos a prova de que craque resolve. O Mengão voltou melhor para o segundo tempo. Logo aos cinco minutos, Carrascal, após cruzamento de Samuel Lino, mandou uma cabeçada no travessão que já mostrava outra atitude. O time buscou, pressionou e, mesmo correndo riscos, como em uma sequência incrível de três chances para Viveros aos 33 minutos (com duas defesas de Rossi e uma bola na trave), não desistiu.
E quando a coisa aperta, ele aparece. Pedro! O nosso camisa 9, que sonha com a Copa do Mundo e sabia que estava sendo observado por Ancelotti, chamou a responsabilidade. Ele não decepcionou! Com faro de gol e a frieza de sempre, balançou a rede e garantiu o empate para o Mais Querido. Foi um gol para lavar a alma e mostrar quem manda. Dale, artilheiro!
Arbitragem polêmica e final quente
Além do futebol jogado, a partida foi marcada por uma arbitragem que deixou nossos jogadores na bronca. Ainda no primeiro tempo, Lucas Paquetá sofreu uma entrada criminosa de Felipinho, do Athletico, que atingiu a canela e o tornozelo do nosso meia. O árbitro Rafael Rodrigo Klein, de forma inacreditável, deu apenas o cartão amarelo. Era para vermelho direto!
O jogo esquentou na reta final, como todo grande clássico. Com os ânimos à flor da pele, ainda deu tempo para Danilo ser expulso, mostrando a intensidade da disputa. Foi um confronto pegado, onde cada centímetro do campo foi disputado com unhas e dentes.
Seguimos na caça!
No fim das contas, somar um ponto na Arena da Baixada nunca é um resultado para se jogar fora. Mantivemos a distância para a liderança e mostramos poder de reação. Mas a luz de alerta está mais do que acesa. Falhas individuais como a de Rossi não podem se repetir se quisermos levantar o troféu do Brasileirão.
Hoje, fomos salvos pelo talento absurdo de Pedro, que mais uma vez provou seu valor. Que a semana seja de muito trabalho e cobrança, porque no próximo jogo, só a vitória interessa. Pra cima deles, Mengão! SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.