A conta chegou: A eliminação que já estava escrita
É isso, Nação. Aquele sentimento amargo, aquela pulga atrás da orelha, aquele problema que a gente via de longe… ele chegou e cobrou a conta. E que conta cara! A eliminação na Copa do Brasil para o Vitória, com uma derrota por 2 a 0 no Barradão, não foi um acidente de percurso. Foi a consequência de um time que flerta com o perigo há tempos.
Não adianta tapar o sol com a peneira. O vexame não se resume aos 90 minutos em Salvador. É um filme repetido de pontaria descalibrada, de uma defesa que às vezes dorme no ponto e de peças-chave que somem em momentos cruciais. O preço foi pago, e agora, a gente que vive e respira Flamengo 24 horas por dia precisa entender o que aconteceu.
Chuva de chutes, seca de gols: A incompetência na finalização
O que mais dói no coração rubro-negro é ver um time que cria, que pressiona, que tem a bola… mas que não sabe o que fazer com ela na hora do ‘vamos ver’. Contra o Vitória, a história se repetiu de forma trágica. O Mengão precisava reverter o placar, foi pra cima, amassou o adversário. O resultado? Um volume ofensivo gigantesco e uma ineficiência que beira o inacreditável.
Os números não mentem e dão a dimensão do desastre: foram 26 finalizações do Mais Querido! VINTE E SEIS! E quantas foram no gol? Apenas 7. Sete chutes que obrigaram o goleiro deles, Lucas Arcanjo, a trabalhar. O resto foi pra fora, na zaga, na arquibancada… menos na rede.
E quando a técnica faltou, o que o time fez? Apelou para o desespero. O segundo tempo foi um festival de ‘chuveirinhos’, cruzamentos sem direção e sem sentido, na esperança de um milagre que nunca veio. Esse problema não é novo. Contra Grêmio, Bahia e até no jogo de ida contra o próprio Vitória, a falta de precisão já tinha ligado o alerta. Mas ninguém ouviu.
Olha esse absurdo: nos cinco jogos antes dessa eliminação, o Flamengo teve 70 finalizações e só acertou 31 no alvo. Nos últimos dois jogos, somando Grêmio e Vitória, foram 46 chutes para apenas 12 na direção do gol. E quantas vezes a Nação gritou GOL? Uma. Apenas uma vez. É impossível ganhar título assim!
O que eles disseram? Jardim e Danilo tentam explicar o inexplicável
A Nação quer respostas, e depois do jogo, o técnico Leonardo Jardim e o zagueiro Danilo foram aos microfones. O nosso mister português tentou botar panos quentes, mas a frustração era nítida.
“Melhorar a eficácia é um gesto técnico. Treinamos finalização, mas isso tem a ver com a confiança do jogador. Hoje foi um jogo em que tivemos domínio da posse, 26 finalizações, e não conseguimos converter. Não foi por falta de atitude e empenho”, disse o treinador, que ainda lamentou o segundo gol sofrido em jogada de escanteio. Para ele, perdemos um dos objetivos da temporada.
Já o zagueiro Danilo foi ainda mais direto e sincero, mostrando o sentimento do elenco. A resposta dele começa com um desabafo: “Não sei responder, sinceramente”. Isso já diz tudo. Ele confirmou que o time treina tudo, inclusive finalização, mas que a má pontaria foi decisiva.
“A má pontaria prejudicou bastante, e estamos conscientes disso. A responsabilidade é de todos. Os defensores também tiveram chances pelo alto. Fica o aprendizado: precisamos ser mais letais”, comentou o zagueiro. A palavra é essa: LETAIS. O Flamengo precisa voltar a ser o time que assusta, que define, que não perdoa.
Rossi, herói ou vilão? A falha que selou o destino do Mengão
Se o ataque não funcionou, a defesa também teve seu momento de apagão. E ele veio justamente no lance que matou o jogo e a nossa esperança. O segundo gol do Vitória, um voleio de Luan Cândido, teve participação direta e infeliz do nosso goleiro Rossi.
Foram duas falhas no mesmo lance. Primeiro, uma saída completamente estabanada do gol, em que ele desvia a bola mas não afasta o perigo. A bola sobra limpa para o jogador do Vitória. E no chute, mesmo sendo um belo voleio, a sensação que fica é que dava pra defender. Mais uma vez, Rossi não conseguiu evitar o pior.
A gente sabe que ele já foi decisivo com o Manto Sagrado, como naquele jogo gigante contra o Estudiantes nas quartas da Libertadores de 2025. Ninguém esquece. Mas também não podemos esquecer que as falhas em jogos grandes estão se tornando um padrão. É um problema crônico.
Quem não se lembra daquela saída de gol na final da Copa do Brasil de 2024 contra o São Paulo, que resultou no gol do título deles? E os jogos contra Botafogo, Fluminense, até contra o Bayern, onde ele também não passou segurança? A posição de goleiro do Flamengo exige perfeição. E hoje, Rossi esteve muito longe disso.
A eliminação dói, e muito. Mas que sirva de lição. Não dá mais pra contar com a sorte ou com a genialidade individual para resolver sempre. É preciso ter plano, precisão e, acima de tudo, respeito com a Nação Rubro-Negra. Queremos um time que jogue como o Flamengo. E o que vimos no Barradão foi uma sombra pálida do Mais Querido. SRN.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.