Sangue rubro-negro, tem hora que a saudade bate forte, né? A gente fecha o olho e lembra daqueles craques que honraram o Manto Sagrado e nos deram alegrias inesquecíveis. Um desses nomes, que com certeza faz o coração de muito torcedor bater mais rápido, é o de Beto! Aquele meia habilidoso, criativo, que parecia dançar com a bola nos pés. Mas fica a pergunta: por onde anda Joubert Araújo Martins, o nosso eterno Beto?
A Nação se pergunta, e a gente responde! O craque que brilhou intensamente na Gávea hoje leva uma vida mais reservada, longe da loucura e da pressão dos gramados profissionais. Mas quem é ídolo de verdade nunca abandona o futebol por completo, e com ele não seria diferente.
O Maestro da Conquista da Mercosul
Beto desembarcou no Mais Querido em 1998 e não demorou nada para mostrar a que veio. Vindo de passagens por Botafogo e até pelo Napoli, na Itália, ele vestiu o Manto e parecia que tinha nascido pra isso. Com um estilo técnico, uma visão de jogo apurada e uma capacidade incrível de decidir partidas, ele caiu nas graças da maior torcida do Brasil.
O ano de 1999 foi mágico! Beto foi uma peça fundamental, um verdadeiro maestro na conquista do Campeonato Carioca daquele ano. E como esquecer da Copa Mercosul? Aquele título histórico, que lavou a alma rubro-negra, teve a assinatura dele em cada jogada de efeito, em cada passe genial. Ele era o cérebro daquele time.
Depois de uma passagem pelo São Paulo, o bom filho à casa tornou em 2001. Voltou para reforçar o Mengão, mostrando que a sua identificação com o clube era gigante. Era sempre uma segurança ter um jogador com a qualidade dele defendendo nossas cores.
Um Cigano da Bola, mas com o Coração Rubro-Negro
A carreira de Beto foi longa e recheada de grandes clubes. É a prova de que a sua qualidade era reconhecida em todo o Brasil e até fora dele. Antes de chegar ao Fla, já tinha jogado no Grêmio e, como já falamos, no Napoli. Depois, ainda passou pelo nosso rival Fluminense e também pelo Vasco, mostrando que seu futebol não tinha fronteiras.
A sua jornada internacional também incluiu o futebol japonês, onde defendeu o Consadole Sapporo e o Sanfrecce Hiroshima. Mas a gente sabe, Nação: vestir outras camisas é uma coisa, mas a marca que o Manto Sagrado deixa na pele de um jogador é para sempre. Ele era respeitado por onde passava, mas aqui, no Maraca, ele era amado.
Nos seus últimos anos como profissional, rodou por equipes de menor expressão, como Brasiliense, Mixto e Confiança, antes de pendurar as chuteiras oficialmente. A lista de clubes na carreira do homem é gigante, saca só:
- 1994–1996: Botafogo
- 1996–1997: Napoli
- 1997–1998: Grêmio
- 1998–2000: Flamengo
- 2000: São Paulo
- 2001–2002: Flamengo
- 2002: Fluminense
- 2003: Consadole Sapporo
- 2003–2004: Vasco
- 2004–2006: Sanfrecce Hiroshima
- 2007: Itumbiara
- 2007: Brasiliense
- 2008: Vasco
- 2008: Mixto
- 2009: Confiança
- 2009: CFZ Imbituba
Longe dos Gramados, Perto da Nação
E hoje? O que faz o nosso ídolo? Atualmente, Beto (@beto10oficial no Instagram) se dedica a projetos pessoais e curte uma vida mais tranquila. Mas o futebol ainda corre nas veias! Ele é figurinha carimbada em jogos comemorativos e eventos beneficentes, onde reencontra ex-colegas e, claro, recebe o carinho da Nação Rubro-Negra.
Além disso, volta e meia ele aparece em programas esportivos, dando seus pitacos e comentando o cenário do futebol com a autoridade de quem sabe muito. Sua experiência e sua história são um legado para o futebol brasileiro.
Para nós, flamenguistas, Beto sempre será aquele meia clássico, talentoso, que nos deu um título continental e honrou o Manto como poucos. O tempo passa, novos ídolos surgem, mas os verdadeiros heróis, como ele, jamais são esquecidos. Dale, Beto! SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.