NAÇÃO RUBRO-NEGRA, PREPAREM O CORAÇÃO! O que está acontecendo nos cinemas do Brasil não é sobre um simples filme. É sobre a nossa história, a nossa alma, o nosso Rei! O documentário “Zico, o Samurai de Quintino” transcendeu as telas e se transformou em um verdadeiro templo, uma missa sagrada para todo e qualquer torcedor do Mengão.
É um sentimento que arrepia a espinha, que faz o sangue rubro-negro ferver. As filas não são de meros espectadores. São de pais, mães, filhos e filhas. É a Nação em peregrinação para reverenciar o maior de todos os tempos e para passar o legado adiante.
Mais que um Filme, Uma Missa Rubro-Negra
Como bem descreveu o colunista Lúcio de Castro, do portal Lance!, ir ao cinema ver o filme do nosso Galinho virou uma “cena explícita de transmissão oral”. É a coisa mais linda de se ver! Amigos que não se encontravam há décadas, trinta anos, marcando de se reencontrar na porta do cinema para testemunhar, juntos, a grandeza do nosso ídolo.
A sensação, segundo o jornalista, é a mesma de subir a rampa do Maracanã pela primeira vez pelas mãos do seu pai. É um rito de passagem. O diretor João Wainer e o produtor Pedro Curi talvez nem imaginassem, mas eles não criaram apenas um filme. Eles criaram um monumento, um ponto de encontro para a maior torcida do mundo celebrar sua própria história.
A Tradição Passada de Pai para Filho
Lúcio de Castro faz uma comparação genial em sua coluna. Ele lembra do povo Maxakali, que sobreviveu por séculos através da tradição oral, com os mais velhos contando as histórias para os mais novos. É exatamente isso que estamos fazendo, Nação!
“Meu pai contou para mim, Eu vou contar para o meu filho. Ele conta para o filho dele. É assim: ninguém esquece.”
Essa frase, que explica a sobrevivência de um povo, é a essência do que significa ser Flamengo. É nosso dever, nossa missão, mostrar para os mais novos quem foi Zico. Não apenas o jogador, mas o símbolo, o espírito que nos define. Cada sessão do filme é um pai mostrando ao filho um espelho de sua própria juventude, de sua paixão.
O Legado Intocável do Rei de Quintino
Num país que tem dificuldade de criar e manter seus mitos, Zico é a exceção. Ele é o nosso mito. Intocável. Um legado que só se fortalece e já chega, com força total, na terceira geração de rubro-negros. Como pode um menino que nunca viu o pai do seu avô jogar ter Zico como o maior símbolo?
A resposta está naqueles 90 minutos de filme. Está na alma, na entrega, na genialidade de um garoto de Quintino que conquistou o mundo vestindo o Manto Sagrado. Ele é o nosso Rei, o rei de sua gente, como a arquibancada sempre cantou e sempre cantará.
Humano, Demasiadamente Humano: O Espírito de Zico
O mais impressionante é que, mesmo sendo um deus para nós, o filme mostra Zico em suas dores, derrotas e glórias. Como diz o colunista, ele é “Humano, demasiadamente humano”. Como eu, como você. Mas, ao mesmo tempo, ele não é como nós. Ele é o espírito e a alma de alguém que sobreviveu e sobreviverá para sempre ao tempo.
É o “Espírito de Zico”. É isso que nos une. É isso que nos faz Flamengo. Ir ao cinema não é mais um programa, é uma obrigação. É reverenciar nossa história e garantir que ela jamais será esquecida. Dale Mengão! SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.