A Nação Rubro-Negra ligou a TV na noite desta quinta-feira (7) esperando ver o Mengão em campo pela Libertadores, mas o que vimos foi um cenário de guerra, um verdadeiro absurdo no Estádio Atanasio Girardot. E o culpado tem nome e sobrenome: Raúl Giraldo, o acionista majoritário do Independiente Medellín. A confusão que paralisou o jogo não foi contra o Flamengo, foi uma implosão do próprio clube colombiano, e a gente te explica o porquê.
A revolta da torcida local, que parou a partida nos primeiros minutos, não surgiu do nada. Foi a explosão de uma crise interna que ferve há dias. Tudo começou no último domingo (3), quando o time deles foi vergonhosamente eliminado do Campeonato Colombiano em uma derrota para o Águilas Doradas. A Nação sabe como é doloroso perder, mas o que veio depois foi inacreditável.
O tal do Raúl Giraldo, o ‘dono’ do time, simplesmente invadiu o gramado e começou a bater boca de forma acalorada com os próprios torcedores. Imagina a cena! O principal dirigente do clube, em vez de acalmar os ânimos, joga gasolina no fogo. Esse episódio foi o estopim para o caos que vimos hoje.
A Crônica de uma Tragédia Anunciada
O mais revoltante, Nação, é que tudo isso poderia ter sido evitado. As autoridades de Medellín, sabendo que os protestos estavam marcados, recomendaram que a partida contra o nosso Mengão fosse com portões fechados. Era o mínimo para garantir a segurança dos nossos jogadores e de todos os envolvidos.
Mas o que fez a diretoria do Independiente Medellín? Ignorou o bom senso. Segundo informações publicadas pela ‘Espn’ e confirmadas pelo ‘Lance!’, o clube mandante insistiu, bateu o pé e conseguiu a autorização para abrir o estádio. Uma irresponsabilidade sem tamanho! Colocaram a vida de todo mundo em risco por pura teimosia e ganância.
Eles sabiam que a torcida estava furiosa com o tal do Giraldo e mesmo assim abriram as portas. O resultado? O mundo inteiro viu. O Flamengo, que não tem NADA a ver com a crise deles, foi pego no meio de um fogo cruzado.
Cenas de Guerra Contra o Mais Querido
Desde antes do apito inicial, o clima já era de guerra. Torcedores do time colombiano, a maioria vestindo preto, já atiravam objetos no campo. Um jornalista chegou a ser atingido. Quando a bola rolou, o inferno começou de vez. Barreiras de metal foram arremessadas para dentro do gramado, atearam FOGO em parte da arquibancada e alguns malucos até invadiram o campo.
O árbitro Jesús Valenzuela, vendo que não havia a menor condição de jogo, fez o correto e mandou todo mundo de volta para o vestiário. Nossos jogadores foram obrigados a se retirar enquanto a torcida local transformava o estádio em um campo de batalha. Nas arquibancadas, uma faixa deixava claro o recado para a diretoria deles: ‘Transformaram o campo em um cemitério’.
A fúria era direcionada principalmente ao acionista Raúl Giraldo, mas sobrou para todo mundo: jogadores do time deles, a federação colombiana, a Conmebol e até a Fifa foram alvos dos protestos. E o nosso Flamengo? Ficou de refém no meio dessa bagunça generalizada.
O Mengão não pode pagar por crise alheia
É inadmissível que o Flamengo tenha sido exposto a esse nível de perigo. Viajamos para a Colômbia para jogar futebol, para honrar o Manto Sagrado na maior competição do continente, e fomos recebidos com fogo, violência e caos. Uma vergonha para o futebol sul-americano.
Essa crise é 100% interna do Independiente Medellín, causada pela incompetência e pela arrogância de seu principal acionista, Raúl Giraldo. O Flamengo não pode ser penalizado por isso. A segurança dos nossos atletas é inegociável. Agora, esperamos uma atitude firme da Conmebol. A irresponsabilidade da diretoria colombiana, que ignorou os alertas de segurança, não pode passar impune. Isso aqui é Flamengo, e com a nossa segurança não se brinca! SRN!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.