A DEFESA PIOROU? Comparamos os números de Jardim e Filipe Luís e a verdade veio à tona!

A Nação sente a defesa mais exposta com Leonardo Jardim? Fomos atrás dos números para comparar com a era Filipe Luís e o resultado é surpreendente. Confira!

Jardim dá instruções ao time do Flamengo em jogo contra o Corinthians — Foto: Adriano Fontes/Flamengo

A Nação está na bronca, mas os números contam outra história!

É o papo em toda roda de bar, em todo grupo de WhatsApp rubro-negro: “O time do Leonardo Jardim sofre mais chutes que o do Filipe Luís?”. A gente vê o Mengão invicto há nove jogos, mas fica aquela pulga atrás da orelha depois de alguns jogos recentes. A Nação sentiu o time mais exposto, e não é pra menos. Quem não ficou com o coração na mão no empate em 2 a 2 com o Vasco, onde eles finalizaram 19 vezes contra 12 nossas? Ou contra o Estudiantes, no 1 a 1, com 13 chutes deles e só 8 nossos? Até na goleada ABSURDA de 4 a 0 sobre o Atlético-MG, eles chutaram mais (19 a 9)!

Essa sensação é real ou é coisa de torcedor apaixonado e preocupado? Fomos atrás dos dados, mergulhamos nas planilhas pra trazer a verdade para a maior torcida do Brasil. A equipe do Gato Mestre, do GE, fez o levantamento e nós vamos destrinchar tudo aqui. Prepara o coração, Rubro-Negro!

Estilos diferentes: O controle de Filipe Luís contra a verticalidade de Jardim

Antes de mais nada, é preciso entender que são duas filosofias de jogo bem distintas. Com o nosso ídolo Filipe Luís no comando, o Flamengo era um time que se defendia com a bola. Era posse, paciência, controle. A gente cozinhava o adversário até achar o bote certo. Era um jogo mais seguro, de menos sustos.

Já o time de Leonardo Jardim é puro rock’n’roll! É mais vertical, mais direto, busca o gol a todo instante. Isso gera uma “trocação” maior, um jogo mais aberto, com mais idas e vindas. É mais emocionante? Com certeza! Mas também permite que o adversário chegue mais vezes perto da nossa área. A questão é: o quanto a mais?

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A prova dos números: Finalizações sofridas na ponta do lápis

Vamos ao que interessa. Chega de “achismo”, vamos falar de fatos. Segundo os dados levantados, a matemática mostra uma diferença. Se liga nos números gerais:

  • Flamengo de Filipe Luís (2024-2026): Em 101 jogos, o time sofreu 914 finalizações. Isso dá uma média de 9 chutes por partida.
  • Flamengo de Leonardo Jardim (Atual): Nos 15 jogos sob seu comando, o Mais Querido viu os adversários concluírem 185 vezes. A média sobe para 12 chutes por compromisso.

Então, sim, é fato. A percepção da Nação está correta. O time atual permite, em média, três finalizações a mais por jogo. Mas calma, não precisa se desesperar! Para a comparação ser ainda mais justa, foi feito um recorte tirando os jogos de estadual do Filipe Luís, colocando frente a frente apenas os duelos contra times de primeira prateleira. Nesse cenário, a média dele sobe para 9,6 finalizações sofridas por duelo. A diferença, portanto, cai para pouco mais de duas conclusões. É uma diferença, mas não é o abismo que muitos pintam.

Chute não é gol! O que realmente importa para o Mengão?

Ok, o adversário chuta mais. Mas chutar de longe, sem direção, pro goleiro Rossi fazer uma defesa tranquila, conta igual a um chute à queima-roupa. O que importa de verdade é a bola na rede, certo? Então vamos ver os gols sofridos, o dado que realmente tira o sono de qualquer torcedor.

E aqui, meu amigo rubro-negro, a história muda de figura e a tranquilidade volta a reinar. Veja só:

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  • Time de Filipe Luís: Sofreu 66 gols em 101 jogos, com uma média espetacular de 0,65 gols por partida.
  • Time de Leonardo Jardim: Foi vazado 11 vezes em 15 partidas, o que nos dá uma média de 0,73 gols por jogo.

A diferença é de 0,08! É praticamente um empate técnico! Sim, os números defensivos do Filipe Luís eram ligeiramente melhores, mas a diferença é MÍNIMA. Trocamos um pouco de segurança por um ataque muito mais agressivo e vertical, e a nossa rede continua sendo balançada pouquíssimas vezes. O Manto Sagrado continua pesando na defesa!

Confiança no Mister e foco na vitória!

No fim das contas, a análise fria dos números mostra que não há motivo para pânico. O estilo de jogo mudou, o time se expõe um pouco mais, mas a eficiência defensiva em evitar gols continua em altíssimo nível. Temos um time que joga pra frente, que busca a vitória e que, mesmo sofrendo mais chutes, continua sendo uma fortaleza.

Agora é hora de parar com a corneta e apoiar! O Mengão vem de dois empates e precisa voltar a vencer. Vamos jogar juntos, empurrar o time e mostrar por que somos a maior e mais apaixonada torcida do Brasil. Pra cima deles, Mengo! SRN!

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.